UM DOS TRÊS MELHORES CANIS DE DOGUES ALEMÃES ARLEQUINS DO BRASIL EM 2011
One of the top three Great Danes kennels Harlequin Brazil (Dogshow 2011)
MELHOR CANIL DE ARLEQUINS DO NORDESTE DO BRASIL NOS ANOS DE 2004; 2005; 2007; 2011
Best Great Danes kennel in northeastern Brazil in de yars 2004; 2005; 2007; 2011 (Dogshow)
One of the top three Great Danes kennels Harlequin Brazil (Dogshow 2011)
MELHOR CANIL DE ARLEQUINS DO NORDESTE DO BRASIL NOS ANOS DE 2004; 2005; 2007; 2011
Best Great Danes kennel in northeastern Brazil in de yars 2004; 2005; 2007; 2011 (Dogshow)
terça-feira, 31 de agosto de 2010
CADELA DE SERGIPE ACASALANDO EM NOSSO CANIL
Recebemos com prazer em nossas intalações, a simpática presença do senhor Humberto Dória, empresário sergipano do segmento de plantas ornamentais, que se deslocou de Aracaju à Maceió na companhia de seu filho, para trazer sua linda cadela para acasalar com nosso THOR, e realizar o sonho de ter sua primeira ninhada de dogue alemão, esperamos poder contribuir da melhor forma para que nosso irmão siamês o estado de Sergipe,inicie sua criação de dogues de forma consistente e sustentada.
sábado, 28 de agosto de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
quarta-feira, 28 de julho de 2010
sábado, 24 de julho de 2010
Superalimentação e desenvolvimento do esqueleto de cães da raça Dogue Alemão: aspectos clínicos e radiográficos
Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia
Print version ISSN 0102-0935
Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.58 no.4 Belo Horizonte Aug. 2006
doi: 10.1590/S0102-09352006000400010
MEDICINA VETERINÁRIA
Estudou-se o efeito da superalimentação no desenvolvimento do esqueleto de 14 cães da raça Dogue Alemão, utilizando dieta hipercalórica (ração super-premium) associada ao método de alimentação à vontade. Os animais foram distribuídos em dois tratamentos, sendo a ração fornecida à vontade ou restrita. O consumo de alimento foi registrado diariamente e realizaram-se, mensalmente, radiografias do cotovelo e, bimestralmente, do ombro, do quadril e do carpo, visando acompanhar alterações do esqueleto, especificamente quanto ao aparecimento da osteocondrose do ombro e da metáfise distal da ulna, da osteodistrofia hipertrófica e da displasia coxofemoral (DCF). Ao final do experimento, seis cães do grupo que recebeu alimentação à vontade apresentaram-se gordos (87,7%) e um animal obeso (14,3%). Do grupo de alimentação restrita, três filhotes mostraram condição corporal ideal (42,8%), e quatro apresentaram-se magros (57,2%). O exame radiológico revelou alterações compatíveis com o diagnóstico de DCF nos dois grupos; nos alimentados à vontade, a prevalência foi de 51,1% e nos restritos, de 28,6%. A osteocondrose na metáfise distal da ulna, conhecida como retenção do núcleo cartilaginoso, foi observada apenas nos cães alimentados à vontade (57,1%). A superalimentação provocada pelo método de alimentação à vontade, associada com dieta de alta palatabilidade e alta densidade energética em filhotes da raça Dogue Alemão, induziu ao aparecimento de osteocondrose na metáfise distal da ulna e de displasia coxofemoral.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
No grupo que recebeu alimentação à vontade, o consumo excessivo de alimento foi alcançado utilizando-se uma dieta à base de ração extrusada comercial seca, de alta palatabilidade, rica em proteína bruta com densidade energética relativamente alta, associada ao método de alimentação à vontade. Esse método de alimentação é usual entre os criadores e proprietários de cães, principalmente de raças gigantes ou de porte grande, que procuram taxa máxima de crescimento no menor tempo possível. Doenças de conformação óssea são mais comuns em raças gigantes e de grande porte, nas quais a prática de alimentação à vontade pode resultar em ganho de peso excessivo (Hedhammar et al., 1974; Alexander e Wood, 1987; Lepine e Reinhart, 1999).
No grupo de alimentação restrita, a quantidade da dieta foi ajustada semanalmente de acordo com o recomendado pelo fabricante, levando em consideração o peso e a idade dos animais. Estes cães consumiram menor quantidade de ração, e o ganho de peso foi inferior em relação aos filhotes do grupo de alimentação à vontade.
Houve alteração significativa (P<0,01) no consumo médio semanal de ração entre os animais dos dois grupos. O consumo dos animais alimentados à vontade foi superior ao dos alimentados com restrição. Os valores apresentaram oscilação com aumento gradativo de forma linear e uniforme. Em 27 semanas de experimento, a diferença entre os cães alimentados à vontade e os com alimentação restrita foi de 405,49kg, aproximadamente 57,92kg por animal/dia ou 306,46g por animal/dia (Tab. 2).
Verificou-se diferença (P<0,01) no ganho médio total de peso entre os grupos. Nas primeiras semanas do experimento, os filhotes já começaram a apresentar diferenças físicas e, ao final do experimento do grupo de alimentação à vontade, seis cães apresentaram-se gordos (85,7%) e um obeso (14,3%). No grupo de alimentação restrita, quatro estavam magros (57,2%) e três com condição corporal ideal (42,8%). Estes resultados corroboram os obtidos por Dämmrich (1991) em estudo com filhotes da raça Dogue Alemão alimentados à vontade, que apresentaram, aos seis meses de idade, o dobro do peso dos animais alimentados de forma restrita.
A alta porcentagem de cães magros foi resultado da elevada taxa de restrição alimentar imposta aos animais deste estudo, em média 42,5%, superior aos 20 a 30% descritos por Hedhammer et al. (1974) e Kealy et al. (1997).
Richardson e Toll (1997) indicaram o método de restrição de alimento para filhotes em crescimento para adequar a taxa de crescimento às condições corporais ideais. Entretanto, para esses autores, o método restrito de alimentação deve ser acompanhado por uma avaliação clínica do peso corporal dos filhotes em crescimento, e o ajuste da quantidade fornecida da ração deve ser feito caso seja necessário. Esse tipo de ajuste não foi levado em consideração neste experimento.
Os filhotes, com o passar do tempo, consumiram menor quantidade de ração por unidade de peso corporal, o que pode ser atribuído à menor necessidade de nutrientes e energia na fase final do crescimento. Segundo o NRC (Nutrient... 1985), a necessidade energética de um filhote diminui à medida que o seu peso aproxima-se do peso do adulto. A diminuição do consumo de ração em relação ao peso corporal, em animais alimentados à vontade, também foi observada por Alexander e Wood (1997).
Nos filhotes dos dois grupos, não foram encontradas lesões compatíveis com osteodistrofia hipertrófica.
O exame radiológico revelou alterações compatíveis com o diagnóstico de DCF nos dois grupos. A prevalência da displasia foi maior nos cães alimentados à vontade 57,1% versus 28,6% nos filhotes sob restrição alimentar. Esses dados confirmam os de Hedhammar et al. (1974), em que os animais alimentados à vontade, quando comparados aos com alimentação restrita, apresentaram maior incidência de doenças do esqueleto, relacionadas com o crescimento, dentre elas a DCF. Observações semelhantes também foram feitas por Kealy et al. (1997), em estudo sobre a influência da quantidade de calorias ingeridas por um grupo de cães alimentados à vontade e outro recebendo 25% a menos de alimento. Os autores observaram que, aos dois anos de idade, 66,7% dos animais alimentados à vontade apresentavam DCF e apenas 29,2% dos que receberam alimentação restrita mostraram a alteração.
Os resultados revelaram que os irmãos dos animais do grupo de alimentação restrita que foram alimentados à vontade apresentaram DCF em classificação mais avançada. O cão nº 16 do grupo de alimentação restrita foi apenas suspeito de DCF, e o seu irmão nº 8, do grupo de alimentação à vontade, atingiu maior peso corporal ao final do experimento e foi classificado como portador de DCF grave. Esses resultados estão de acordo com Tomlinson e Mclaughin (1996) e Bennett e May (1997), que citaram que o excesso de peso favoreceu a manifestação e a gravidade dessa doença.
Em relação à osteocondrose do úmero, as radiografias revelaram lesões em um filhote de cada grupo. No grupo de alimentação à vontade, o cão nº 1, aos seis meses de idade, apresentou irregularidade compatível com osteocondrose na porção dorsocaudal da cabeça umeral e claudicação aos cinco meses de idade que cessou aos seis meses de idade, sem qualquer tipo de interferência terapêutica. Aos oito meses de idade, esta já não estava mais presente. O cão nº 11 do grupo de alimentação restrita apresentou irregularidade semelhante no mesmo local e com a mesma idade, sem sinais clínicos. Esta lesão persistiu até o término do experimento.
O aparecimento dessa doença neste local confirma que um dos sítios de predileção para a manifestação da lesão é a porção dorsocaudal da cabeça umeral (Krook, 1988; Oliveira, 2001; Sturion et al., 2001). A idade de aparecimento dessas alterações é semelhante à observada por Bennett e May (1997) e Sturion et al. (2001), que relataram que os sinais clínicos geralmente ocorrem entre os cinco e 10 meses de idade.
A osteocondrose na metáfise distal da ulna, conhecida como retenção do núcleo cartilaginoso, foi observada apenas nos cães alimentados à vontade, na freqüência de 57,1%. O cão nº 2 apresentou essa lesão aos quatro, cinco e seis meses de idade, o nº 3 aos quatro e cinco meses, e os cães nº 7 e nº 8 aos quatro e cinco meses de idade, respectivamente. Aos sete meses de idade, essas lesões não estavam mais presentes na metáfise distal da ulna desses animais.
Aos quatro meses de idade, o cão nº 2 apresentou febre (40ºC), claudicação dos membros anteriores, dor e aumento de volume em todas as articulações dos membros e rubor das articulações carpo-rádio-ulnar, e as mãos começaram a rotacionar lateralmente. Os sinais e os sintomas desapareceram espontaneamente após duas semanas. Este cão voltou a claudicar novamente aos cinco meses de idade, por pouco tempo, o que foi resolvido sem qualquer tipo de medicação. O aprumo aos seis meses de idade estava normal. Esse quadro clínico foi compatível com osteodistrofia hipertrófica, mas, radiograficamente, aos quatro, cinco e seis meses de idade, foi encontrada apenas a lesão de retenção do núcleo cartilaginoso na metáfise distal da ulna. Os cães nº 3, 7 e 8 não manifestaram clinicamente qualquer sinal de claudicação ou dor nas articulações.
As lesões de osteocondroses detectadas pelas radiografias coincidiram com o período de alto consumo de alimento em relação ao peso corporal e maior taxa de ganho de peso. Esses resultados estão de acordo com as informações de Hedhammer et al. (1974), que sugeriram existir uma associação entre a alta ingestão de calorias e o aumento do risco de desenvolver osteocondrose, devido à aceleração da taxa de crescimento. Também para Leighton (1997), o período de rápido crescimento dos cães de porte grande ou gigante coincide com a alta taxa de ossificação endocondral.
O consumo diário de cálcio (mg) em relação ao peso corporal (kg), na primeira metade do experimento, foi de 577mg/kg e 422mg/kg pelos cães do grupo de alimentação à vontade e do grupo de alimentação restrita, respectivamente. Os cães alimentados à vontade excederam em 257mg o consumo de cálcio em relação ao citado no NRC (Nutrient... 1985), que é de 320mg/kg de peso corporal. Os animais sob restrição alimentar consumiram, em média, 102mg de cálcio por quilo de peso corporal a mais que o recomendado pelo NRC (Nutrient... 1985). Analisando esses dados, foi possível inferir que o consumo excessivo de cálcio pode ter sido um dos fatores que influenciaram no aparecimento da osteocondrose e que, de acordo com estudo realizado por Goedegebuure e Hazewinkel (1986), os animais que receberam alta quantidade de cálcio na dieta apresentaram a retenção do núcleo cartilaginoso com mais freqüência e gravidade nos sítios de predileção (costela, região proximal do úmero, região distal do rádio e da ulna, região proximal e distal da tíbia). Hazewinkel et al. (1991), em trabalho realizado com filhotes da raça Dogue Alemão, utilizando diferentes níveis de cálcio, concluíram que o excesso de cálcio exerce influência na ossificação endocondral.
O desaparecimento das irregularidades, na porção dorsocaudal da cabeça umeral e nas metáfises da ulna, pode ser explicado pela cura espontânea, que ocorre quando não há o alargamento da espessura da cartilagem (Hazewinkel et al., 1984).
CONCLUSÕES
O método de alimentação à vontade induz ao consumo excessivo, favorecendo maior ganho de peso e, conseqüentemente, maior predisposição de manifestação da DCF e osteocondrose. A restrição alimentar é um método eficaz na prevenção do surgimento da osteocondrose e na redução da severidade da DCF
Print version ISSN 0102-0935
Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.58 no.4 Belo Horizonte Aug. 2006
doi: 10.1590/S0102-09352006000400010
MEDICINA VETERINÁRIA
Estudou-se o efeito da superalimentação no desenvolvimento do esqueleto de 14 cães da raça Dogue Alemão, utilizando dieta hipercalórica (ração super-premium) associada ao método de alimentação à vontade. Os animais foram distribuídos em dois tratamentos, sendo a ração fornecida à vontade ou restrita. O consumo de alimento foi registrado diariamente e realizaram-se, mensalmente, radiografias do cotovelo e, bimestralmente, do ombro, do quadril e do carpo, visando acompanhar alterações do esqueleto, especificamente quanto ao aparecimento da osteocondrose do ombro e da metáfise distal da ulna, da osteodistrofia hipertrófica e da displasia coxofemoral (DCF). Ao final do experimento, seis cães do grupo que recebeu alimentação à vontade apresentaram-se gordos (87,7%) e um animal obeso (14,3%). Do grupo de alimentação restrita, três filhotes mostraram condição corporal ideal (42,8%), e quatro apresentaram-se magros (57,2%). O exame radiológico revelou alterações compatíveis com o diagnóstico de DCF nos dois grupos; nos alimentados à vontade, a prevalência foi de 51,1% e nos restritos, de 28,6%. A osteocondrose na metáfise distal da ulna, conhecida como retenção do núcleo cartilaginoso, foi observada apenas nos cães alimentados à vontade (57,1%). A superalimentação provocada pelo método de alimentação à vontade, associada com dieta de alta palatabilidade e alta densidade energética em filhotes da raça Dogue Alemão, induziu ao aparecimento de osteocondrose na metáfise distal da ulna e de displasia coxofemoral.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
No grupo que recebeu alimentação à vontade, o consumo excessivo de alimento foi alcançado utilizando-se uma dieta à base de ração extrusada comercial seca, de alta palatabilidade, rica em proteína bruta com densidade energética relativamente alta, associada ao método de alimentação à vontade. Esse método de alimentação é usual entre os criadores e proprietários de cães, principalmente de raças gigantes ou de porte grande, que procuram taxa máxima de crescimento no menor tempo possível. Doenças de conformação óssea são mais comuns em raças gigantes e de grande porte, nas quais a prática de alimentação à vontade pode resultar em ganho de peso excessivo (Hedhammar et al., 1974; Alexander e Wood, 1987; Lepine e Reinhart, 1999).
No grupo de alimentação restrita, a quantidade da dieta foi ajustada semanalmente de acordo com o recomendado pelo fabricante, levando em consideração o peso e a idade dos animais. Estes cães consumiram menor quantidade de ração, e o ganho de peso foi inferior em relação aos filhotes do grupo de alimentação à vontade.
Houve alteração significativa (P<0,01) no consumo médio semanal de ração entre os animais dos dois grupos. O consumo dos animais alimentados à vontade foi superior ao dos alimentados com restrição. Os valores apresentaram oscilação com aumento gradativo de forma linear e uniforme. Em 27 semanas de experimento, a diferença entre os cães alimentados à vontade e os com alimentação restrita foi de 405,49kg, aproximadamente 57,92kg por animal/dia ou 306,46g por animal/dia (Tab. 2).
Verificou-se diferença (P<0,01) no ganho médio total de peso entre os grupos. Nas primeiras semanas do experimento, os filhotes já começaram a apresentar diferenças físicas e, ao final do experimento do grupo de alimentação à vontade, seis cães apresentaram-se gordos (85,7%) e um obeso (14,3%). No grupo de alimentação restrita, quatro estavam magros (57,2%) e três com condição corporal ideal (42,8%). Estes resultados corroboram os obtidos por Dämmrich (1991) em estudo com filhotes da raça Dogue Alemão alimentados à vontade, que apresentaram, aos seis meses de idade, o dobro do peso dos animais alimentados de forma restrita.
A alta porcentagem de cães magros foi resultado da elevada taxa de restrição alimentar imposta aos animais deste estudo, em média 42,5%, superior aos 20 a 30% descritos por Hedhammer et al. (1974) e Kealy et al. (1997).
Richardson e Toll (1997) indicaram o método de restrição de alimento para filhotes em crescimento para adequar a taxa de crescimento às condições corporais ideais. Entretanto, para esses autores, o método restrito de alimentação deve ser acompanhado por uma avaliação clínica do peso corporal dos filhotes em crescimento, e o ajuste da quantidade fornecida da ração deve ser feito caso seja necessário. Esse tipo de ajuste não foi levado em consideração neste experimento.
Os filhotes, com o passar do tempo, consumiram menor quantidade de ração por unidade de peso corporal, o que pode ser atribuído à menor necessidade de nutrientes e energia na fase final do crescimento. Segundo o NRC (Nutrient... 1985), a necessidade energética de um filhote diminui à medida que o seu peso aproxima-se do peso do adulto. A diminuição do consumo de ração em relação ao peso corporal, em animais alimentados à vontade, também foi observada por Alexander e Wood (1997).
Nos filhotes dos dois grupos, não foram encontradas lesões compatíveis com osteodistrofia hipertrófica.
O exame radiológico revelou alterações compatíveis com o diagnóstico de DCF nos dois grupos. A prevalência da displasia foi maior nos cães alimentados à vontade 57,1% versus 28,6% nos filhotes sob restrição alimentar. Esses dados confirmam os de Hedhammar et al. (1974), em que os animais alimentados à vontade, quando comparados aos com alimentação restrita, apresentaram maior incidência de doenças do esqueleto, relacionadas com o crescimento, dentre elas a DCF. Observações semelhantes também foram feitas por Kealy et al. (1997), em estudo sobre a influência da quantidade de calorias ingeridas por um grupo de cães alimentados à vontade e outro recebendo 25% a menos de alimento. Os autores observaram que, aos dois anos de idade, 66,7% dos animais alimentados à vontade apresentavam DCF e apenas 29,2% dos que receberam alimentação restrita mostraram a alteração.
Os resultados revelaram que os irmãos dos animais do grupo de alimentação restrita que foram alimentados à vontade apresentaram DCF em classificação mais avançada. O cão nº 16 do grupo de alimentação restrita foi apenas suspeito de DCF, e o seu irmão nº 8, do grupo de alimentação à vontade, atingiu maior peso corporal ao final do experimento e foi classificado como portador de DCF grave. Esses resultados estão de acordo com Tomlinson e Mclaughin (1996) e Bennett e May (1997), que citaram que o excesso de peso favoreceu a manifestação e a gravidade dessa doença.
Em relação à osteocondrose do úmero, as radiografias revelaram lesões em um filhote de cada grupo. No grupo de alimentação à vontade, o cão nº 1, aos seis meses de idade, apresentou irregularidade compatível com osteocondrose na porção dorsocaudal da cabeça umeral e claudicação aos cinco meses de idade que cessou aos seis meses de idade, sem qualquer tipo de interferência terapêutica. Aos oito meses de idade, esta já não estava mais presente. O cão nº 11 do grupo de alimentação restrita apresentou irregularidade semelhante no mesmo local e com a mesma idade, sem sinais clínicos. Esta lesão persistiu até o término do experimento.
O aparecimento dessa doença neste local confirma que um dos sítios de predileção para a manifestação da lesão é a porção dorsocaudal da cabeça umeral (Krook, 1988; Oliveira, 2001; Sturion et al., 2001). A idade de aparecimento dessas alterações é semelhante à observada por Bennett e May (1997) e Sturion et al. (2001), que relataram que os sinais clínicos geralmente ocorrem entre os cinco e 10 meses de idade.
A osteocondrose na metáfise distal da ulna, conhecida como retenção do núcleo cartilaginoso, foi observada apenas nos cães alimentados à vontade, na freqüência de 57,1%. O cão nº 2 apresentou essa lesão aos quatro, cinco e seis meses de idade, o nº 3 aos quatro e cinco meses, e os cães nº 7 e nº 8 aos quatro e cinco meses de idade, respectivamente. Aos sete meses de idade, essas lesões não estavam mais presentes na metáfise distal da ulna desses animais.
Aos quatro meses de idade, o cão nº 2 apresentou febre (40ºC), claudicação dos membros anteriores, dor e aumento de volume em todas as articulações dos membros e rubor das articulações carpo-rádio-ulnar, e as mãos começaram a rotacionar lateralmente. Os sinais e os sintomas desapareceram espontaneamente após duas semanas. Este cão voltou a claudicar novamente aos cinco meses de idade, por pouco tempo, o que foi resolvido sem qualquer tipo de medicação. O aprumo aos seis meses de idade estava normal. Esse quadro clínico foi compatível com osteodistrofia hipertrófica, mas, radiograficamente, aos quatro, cinco e seis meses de idade, foi encontrada apenas a lesão de retenção do núcleo cartilaginoso na metáfise distal da ulna. Os cães nº 3, 7 e 8 não manifestaram clinicamente qualquer sinal de claudicação ou dor nas articulações.
As lesões de osteocondroses detectadas pelas radiografias coincidiram com o período de alto consumo de alimento em relação ao peso corporal e maior taxa de ganho de peso. Esses resultados estão de acordo com as informações de Hedhammer et al. (1974), que sugeriram existir uma associação entre a alta ingestão de calorias e o aumento do risco de desenvolver osteocondrose, devido à aceleração da taxa de crescimento. Também para Leighton (1997), o período de rápido crescimento dos cães de porte grande ou gigante coincide com a alta taxa de ossificação endocondral.
O consumo diário de cálcio (mg) em relação ao peso corporal (kg), na primeira metade do experimento, foi de 577mg/kg e 422mg/kg pelos cães do grupo de alimentação à vontade e do grupo de alimentação restrita, respectivamente. Os cães alimentados à vontade excederam em 257mg o consumo de cálcio em relação ao citado no NRC (Nutrient... 1985), que é de 320mg/kg de peso corporal. Os animais sob restrição alimentar consumiram, em média, 102mg de cálcio por quilo de peso corporal a mais que o recomendado pelo NRC (Nutrient... 1985). Analisando esses dados, foi possível inferir que o consumo excessivo de cálcio pode ter sido um dos fatores que influenciaram no aparecimento da osteocondrose e que, de acordo com estudo realizado por Goedegebuure e Hazewinkel (1986), os animais que receberam alta quantidade de cálcio na dieta apresentaram a retenção do núcleo cartilaginoso com mais freqüência e gravidade nos sítios de predileção (costela, região proximal do úmero, região distal do rádio e da ulna, região proximal e distal da tíbia). Hazewinkel et al. (1991), em trabalho realizado com filhotes da raça Dogue Alemão, utilizando diferentes níveis de cálcio, concluíram que o excesso de cálcio exerce influência na ossificação endocondral.
O desaparecimento das irregularidades, na porção dorsocaudal da cabeça umeral e nas metáfises da ulna, pode ser explicado pela cura espontânea, que ocorre quando não há o alargamento da espessura da cartilagem (Hazewinkel et al., 1984).
CONCLUSÕES
O método de alimentação à vontade induz ao consumo excessivo, favorecendo maior ganho de peso e, conseqüentemente, maior predisposição de manifestação da DCF e osteocondrose. A restrição alimentar é um método eficaz na prevenção do surgimento da osteocondrose e na redução da severidade da DCF
quarta-feira, 30 de junho de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
REVERÊNCIA
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Enquete extraida da comunidade: dogue alemão em Maceió/Alagoas
QUAL O DOGUE MAIS BONITO ? (ORKUT)
ARLEQUIN
19 votos (27%)
MANTADO
16 votos (22%)
PRETO
16 votos (22%)
AZUL
9 votos (12%)
MERLE
5 votos (7%)
PLAQUEADO
2 votos (2%)
DOURADO
2 votos (2%)
TIGRADO
1 voto (1%)
TOTAL: 70 VOTOS
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ARLEQUIN
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PRETO
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MERLE
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TIGRADO
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sexta-feira, 4 de junho de 2010
DOGUE ALEMÃO:INDICADOR DE PROSPERIDADE....

Ele é de uma das raças mais sensíveis às oscilações da economia, mas se mantém popular graças ao fascínio do tamanho avantajado, da beleza e da afetividade
Apenas 13 entre mais de 100 raças superaram o Dogue Alemão em quantidade de filhotes registrados no ano passado em nosso país. Nas maiores cinofilias ocidentais a raça também é parte do seleto grupo de cães que mais registra filhotes. Posiciona-se sempre à frente de pelo menos 80% das raças existentes. Nada mal para esse gigante da espécie canina - um exemplar de Dogue Alemão foi apontado como o cão mais alto do mundo, pela edição de 1997 do Guinness Book, o Livro dos Recordes.
O interessante é que o mundo lhe oferece espaços cada vez menores e o reinado do Dogue Alemão continua firme.
Porém, o número de compradores varia de forma curiosa.
A distância entre a vontade de ter um exemplar e se sentir pronto para ser seu dono aumenta ou diminui conforme o sobe-e-desce da economia.
E isso acontece bem mais acentuadamente nessa raça do que nas demais.
Quando a economia vai mal, quem mais adia a compra de cães são os amantes de Dogue Alemão.
Já, se ela vai bem, a venda de exemplares se multiplica velozmente levando à escalada das posições de maior destaque.
FLUTUAÇÃO
Um exemplo da acentuada vulnerabilidade do Dogue Alemão aos tropeços da economia acontece no Brasil. Em 1987, quando a indústria mal conseguia reabastecer o comércio devido à euforia do auge do Plano Cruzado, o Dogue Alemão tornou-se a quinta raça a mais registrar filhotes na Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). Foi seu recorde nacional, com 4.295 registros, mais do que o dobro dos 1.825 no ano passado.
Desde então, apesar das crises, o total de cães de todas as raças registradas quase dobrou na CBKC. Devido a isso, a participação do Dogue Alemão sobre o total da Cinofilia caiu para menos de um quarto do que era. De 1987 para cá, despencou de 82 para 19 Dogues para cada mil cães registrados. O impressionante é que, mesmo assim, o Dogue Alemão ainda é a 14ª raça mais registrada no Brasil.
Outro bom exemplo das flutuações do Dogue Alemão, devido à situação econômica, está nos Estados Unidos. Lá ele desceu da 19ª posição em registros, pelo American Kennel Club (AKC), no início da década passada, para a 35ª, em 1993. A economia amargava uma fase ruim e os norte-americanos, como se sabe, dão valor a cada centavo.
"Você adquire uma cama para cão pequeno por 10 a 15 dólares, enquanto para um Dogue Alemão custa cerca de 100 dólares", compara Linda Tonnancour, presidente da mais importante entidade norte-americana da raça e a que mais registra Dogue Alemão no mundo, o Great Dane Club of America GDCA). "Castrar um Dogue custa o triplo dos cerca de 100 dólares cobrados pela cirurgia em cães pequenos ou médios", acrescenta. Desde 1993, economistas e criadores norte-americanos passaram a ter motivos para comemorar. Com a recuperação da economia, o Dogue Alemão disparou.
Reconquistou, ano a ano, sete posições perdidas, colocando-se no 28º lugar em 1998, em uma Cinofilia que registra 146 raças.
Mais um exemplo vem do próspero país de origem do Dogue Alemão, a Alemanha. Há seis anos a raça era a 12ª mais registrada. Agora é a 10ª. Pode ter certeza, a economia vai muito bem por lá.
texto originalmente encontrado no site petbrazil
domingo, 30 de maio de 2010
REVERÊNCIA

Este é HANNOVER'S IMPERIAL BRANDY BMW, "BRANDY" é uma referência para o nosso canil, sem ter sido campeão mundial, provavelmente é dententor de um recorde da raça, 45 best in shows, tendo sido também campeão brasileiro na época que existia esta competição e pai da cadela campeã brasileira SQUEZZ DO CLOS VENGA. Com uma altura de 93 cm na cernelha e uma considerável massa muscular, BRANDY teria sido GRANDE VENCEDOR NACIONAL várias vezes se isto fosse possível, com filhos espalhados em toda america latina, BRANDY foi um grande estímulo para mim no meu início de canil, á BRANDY a minha REVERÊNCIA.
ALGUNS DE NOSSO MELHORES CÃES, TÊM NA SUA GENÉTICA A IMPRESSÃO DESTE MARAVILHOSO ANIMAL.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
DOGUES CINEMATOGRÁFICOS...

SCOOBY DOO

ASTRO

Astro
Astro é um cachorro enorme, amável, carinhoso e conversador. Sempre querendo agradar, ele faz tudo por comida, diversão e uma oportunidade para dormir dentro de casa. Ele é um cão sensível e cai no choro quando percebe que George não está lhe dando toda atenção e carinho que ele sente merecer. George acaba o tempo todo se desculpando e sucumbindo às vontades e desejos do seu querido cão falante. Apesar de todo o seu tamanho e pêlo, Astro não tem nada de bravo. Medroso e dócil, Astro em geral corre de situações assustadoras. Sua capacidade de fala e sua personalidade carinhosa fazem de Astro uma parte imprescindível da família Jetson.
Cães sem pedigree
(O flagelo da criação evolutiva e organizada, embustes, desinformação e mercado negro)
por Wilson Protásio*
Pedigree (Registro genealógico) é uma expressão inglesa que significa documento que congrega dados genealógicos de um indivíduo informando as suas características genéticas trazidas por determinado número de gerações anteriores. No caso específico do cão Pastor Alemão é através dessas informações genéticas (genótipos) e na análise da estrutura do par a ser acasalado (fenótipos) que os criadores programam seus produtos, sempre, visando a evolução e o aprimoramento da raça. Sem nenhum laivo de dúvidas, isto é vital para uma criação de excelência, porque sem essas fundamentais observâncias qualquer raça canina caminharia para o retrocesso e, quiçá, a extinção.
Denota-se, sem medo de errar e pela nossa experiência de quase 40 anos de criação o seguinte: O cão que não tem pedigree, com toda certeza, é portador de problemas com ele, com os pais, com o “criador”, ou, na pior das hipóteses, de todos esses problemas juntos. Comumente, quando indagamos a esses “criadores”, eles respondem: - o meu cão não tem, mas os pais tem. Normalmente isso é uma inverdade, ou vergonha de dizer que seu animal não tem registro, assumindo, assim, que sabe que foi lesado. Os mais desinformados, não. Acreditam no que não sabem e afirmam que seu cão é uma mistura de lobo com cão policial. Essa é de doer, porque além do cão não possuir um pedigree, ainda é mestiço. Ah! Meus irmãozinhos sem juízo. Lobo é lobo e cão é cão e policial não é raça. Todo cão ou homem que trabalha na polícia é um policial.
Essas desinformações, folclores e descasos daqueles que se dizem criadores e se consideram espertos adeptos da Lei de Gerson, pensando em levar vantagem, caem, como verdadeiros patinhos, nas mãos dos vendedores de cachorros que não tem nenhum compromisso com qualquer raça e, muito menos, com evolução e aprimoramento genético e obtenção de bons fenótipos. O negócio é vender um filhotinho bonitinho - porque todo filhote é bonitinho - e, depois, o coitado do comprador que se julgou esperto porque comprou um “filhote de raça” por um baixo preço, descobre que o filhotinho, bonitinho não passa de um arremedo da raça, um substrato e, às vezes, nem parecido com o que ele pretendia. Que pena!!! - É..., mas, agora, já me afeiçoei a ele e vou ficar, né?
Cães com registro não significa dizer, nem ao longe, que são cães para exposições. O cão com pedigree é uma garantia de que o comprador adquiriu, realmente, um verdadeiro representante de sua raça que convivera com a família do comprador que, se quiser, poderá ser um futuro criador.
O inverso, sim, significa levar para casa uma incógnita, uma possível bomba relógio, que poderá explodir a qualquer tempo. Afinal, sem nenhuma informação sobre a genética e a pureza de raça do animal adquirido os riscos serão iminentes para toda a família. Será que uma irresponsabilidade dessas compensa um baixo custo?
Por oportuno, trazemos a lume um fato verídico de engodo na venda de filhotes. Adentrei um certo Pet Shoop e perguntei quanto custava o filhote de Pastor Alemão exposto na vitrine. O vendedor me falou: - Sem pedigree é R$ 600,00 e com pedigree é R$ 800,00. O incauto e leigo, com certeza e para levar vantagem, preferiria comprar sem pedigree, porque é mais barato, ainda mais, dividido no cartão. Como vemos, o vendedor induziria o leigo a comprar sem pedigree, mas não é só isso. Tem um outro golpe. Na verdade, constatamos que o filhote nunca teve pedigree e, para nos criadores, não vale, absolutamente, nada, ou R$ 0,00, mas sabemos que “os criadores” de araque vendem esses animais de origens duvidosas por cerca de R$ 150,00 a R$ 200,00. Então vejamos, por este exemplo, como um adquirente desinformado entraria pelo cano, achando que havia feito um ótimo negócio.
Sabemos que esta é uma questão pontualmente cultural, mas burrice também tem limites. Quando vamos adquirir um bem e dele nada, ou pouco, entendemos, procuramos alguém de confiança que nos oriente, justamente para que não sejamos enganados. Entendemos que o mesmo deve ocorrer quando alguém se dispõe a adquirir um cãozinho, para que não seja lesado. Nós temos, em Maceió, muito bons canis e criadores criteriosos à disposição dos admiradores do Pastor Alemão. Então Prezados Leitores, não comprem gato por lebre. Exijam o pedigree na compra de filhotes e, na dúvida, procure a Sociedade Alagoana de Criadores de Cães Pastores Alemães, através deste blog.
Lembrem-se, sempre:
Cachorro sem pedigree/ É coisa que desabono/ Vendedores de cachorros/
Vivem de seu engano/ E ficam morrendo de rir/ Quando alguém entra pelo cano.
* Wilson Roberto Protásio Lima
Presidente da SACCPA – Alagoana
Presidente do Conselho Superior da SBCPA - Nacional
Titular do canil Castelo de Prata, desde 1973
Juiz de Criação e Seleção, internacional.
Criador da fêmea Siegerin/Brasil 2009
Contatos
wilson.protasio@ig.com.br
(82) 3376-9000 begin_of_the_skype_highlighting
por Wilson Protásio*
Pedigree (Registro genealógico) é uma expressão inglesa que significa documento que congrega dados genealógicos de um indivíduo informando as suas características genéticas trazidas por determinado número de gerações anteriores. No caso específico do cão Pastor Alemão é através dessas informações genéticas (genótipos) e na análise da estrutura do par a ser acasalado (fenótipos) que os criadores programam seus produtos, sempre, visando a evolução e o aprimoramento da raça. Sem nenhum laivo de dúvidas, isto é vital para uma criação de excelência, porque sem essas fundamentais observâncias qualquer raça canina caminharia para o retrocesso e, quiçá, a extinção.
Denota-se, sem medo de errar e pela nossa experiência de quase 40 anos de criação o seguinte: O cão que não tem pedigree, com toda certeza, é portador de problemas com ele, com os pais, com o “criador”, ou, na pior das hipóteses, de todos esses problemas juntos. Comumente, quando indagamos a esses “criadores”, eles respondem: - o meu cão não tem, mas os pais tem. Normalmente isso é uma inverdade, ou vergonha de dizer que seu animal não tem registro, assumindo, assim, que sabe que foi lesado. Os mais desinformados, não. Acreditam no que não sabem e afirmam que seu cão é uma mistura de lobo com cão policial. Essa é de doer, porque além do cão não possuir um pedigree, ainda é mestiço. Ah! Meus irmãozinhos sem juízo. Lobo é lobo e cão é cão e policial não é raça. Todo cão ou homem que trabalha na polícia é um policial.
Essas desinformações, folclores e descasos daqueles que se dizem criadores e se consideram espertos adeptos da Lei de Gerson, pensando em levar vantagem, caem, como verdadeiros patinhos, nas mãos dos vendedores de cachorros que não tem nenhum compromisso com qualquer raça e, muito menos, com evolução e aprimoramento genético e obtenção de bons fenótipos. O negócio é vender um filhotinho bonitinho - porque todo filhote é bonitinho - e, depois, o coitado do comprador que se julgou esperto porque comprou um “filhote de raça” por um baixo preço, descobre que o filhotinho, bonitinho não passa de um arremedo da raça, um substrato e, às vezes, nem parecido com o que ele pretendia. Que pena!!! - É..., mas, agora, já me afeiçoei a ele e vou ficar, né?
Cães com registro não significa dizer, nem ao longe, que são cães para exposições. O cão com pedigree é uma garantia de que o comprador adquiriu, realmente, um verdadeiro representante de sua raça que convivera com a família do comprador que, se quiser, poderá ser um futuro criador.
O inverso, sim, significa levar para casa uma incógnita, uma possível bomba relógio, que poderá explodir a qualquer tempo. Afinal, sem nenhuma informação sobre a genética e a pureza de raça do animal adquirido os riscos serão iminentes para toda a família. Será que uma irresponsabilidade dessas compensa um baixo custo?
Por oportuno, trazemos a lume um fato verídico de engodo na venda de filhotes. Adentrei um certo Pet Shoop e perguntei quanto custava o filhote de Pastor Alemão exposto na vitrine. O vendedor me falou: - Sem pedigree é R$ 600,00 e com pedigree é R$ 800,00. O incauto e leigo, com certeza e para levar vantagem, preferiria comprar sem pedigree, porque é mais barato, ainda mais, dividido no cartão. Como vemos, o vendedor induziria o leigo a comprar sem pedigree, mas não é só isso. Tem um outro golpe. Na verdade, constatamos que o filhote nunca teve pedigree e, para nos criadores, não vale, absolutamente, nada, ou R$ 0,00, mas sabemos que “os criadores” de araque vendem esses animais de origens duvidosas por cerca de R$ 150,00 a R$ 200,00. Então vejamos, por este exemplo, como um adquirente desinformado entraria pelo cano, achando que havia feito um ótimo negócio.
Sabemos que esta é uma questão pontualmente cultural, mas burrice também tem limites. Quando vamos adquirir um bem e dele nada, ou pouco, entendemos, procuramos alguém de confiança que nos oriente, justamente para que não sejamos enganados. Entendemos que o mesmo deve ocorrer quando alguém se dispõe a adquirir um cãozinho, para que não seja lesado. Nós temos, em Maceió, muito bons canis e criadores criteriosos à disposição dos admiradores do Pastor Alemão. Então Prezados Leitores, não comprem gato por lebre. Exijam o pedigree na compra de filhotes e, na dúvida, procure a Sociedade Alagoana de Criadores de Cães Pastores Alemães, através deste blog.
Lembrem-se, sempre:
Cachorro sem pedigree/ É coisa que desabono/ Vendedores de cachorros/
Vivem de seu engano/ E ficam morrendo de rir/ Quando alguém entra pelo cano.
* Wilson Roberto Protásio Lima
Presidente da SACCPA – Alagoana
Presidente do Conselho Superior da SBCPA - Nacional
Titular do canil Castelo de Prata, desde 1973
Juiz de Criação e Seleção, internacional.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
MUAMAR IBN SHAYBOUB AL FATHAH conduzido por Byron vencendo na variedade arlequim a primeira especializada de D A do nordeste
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