UM DOS TRÊS MELHORES CANIS DE DOGUES ALEMÃES ARLEQUINS DO BRASIL EM 2011
One of the top three Great Danes kennels Harlequin Brazil (Dogshow 2011)
MELHOR CANIL DE ARLEQUINS DO NORDESTE DO BRASIL NOS ANOS DE 2004; 2005; 2007; 2011
Best Great Danes kennel in northeastern Brazil in de yars 2004; 2005; 2007; 2011 (Dogshow)
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quinta-feira, 4 de julho de 2013

O PADRÃO DA RAÇA DOGUE ALEMÃO FOI MODIFICADO

Em 08 de outubro de 2012, a FCI (Federação Cinológica Internacional) ratificou as modificações sugeridas pelo Deutscher Dogge club. Entre as modificações ocorridas duas são mais impactantes: O dogue Alemão agora tem altura máxima, no caso do macho 90 cm e no caso da fêmea 84 cm; além disso, a coloração cinza-rato (merle) deixou de ser desqualificante, sendo agora falta grave e em consequência disto, agora os merles podem participar de exposições e filhos de merles com negros ou mantados, podem ser registrados plenamente. ATUALIZAMOS NOSSO PADRÃO DA RAÇA, CONFIRA AS MUDANÇAS. FILHOTE VARIEDADE MERLE

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

UM NATAL ALAGOANO


Parece pouco perto do que os outros cães fazem, são finais e finais de exposições, no entanto, quantos destes maravilhosos animais nasceram em Alagoas? Quantos destes representaram realmente um trabalho alagoano? Quantos são frutos do trabalhos de tantos?
Nós queremos neste momento resaltar posturas,fazer agradecimentos. Agradecer a parceiros que com muito profissionalismo deram o suporte necessario para que a criação alagoana chegasse ao nível em que está. Refiro-me a Dr Gutenberg, o veterinário das estrelas; à Cyno na figura do seu distribuidor Sr Alexandre; ao nosso handler Jr, um dos melhores do nordeste brasileiro; ao Tancredo que sempre está disponível e que fechou o ano com chave de ouro; agradecer muito a boa vontade e companherismo de nossas esposas e filhos.
Em 1994 iniciei a minha criação de dogues alemães, não conhecia nada,não tinha quem orientasse. Fui fazer um curso de arbitros da CBKC na Paraiba o primeiro no nordeste. Me aproximei da criação de Pastor Alemão,por entender ser uma criação mais madura e técnica, passei por varias fases, alegrias, tristezas, ganhei muito, perdi outras tantas vezes, mais nunca abri mão de fazer um trabalho de raiz, nunca abri mão da origem.
Ao longo do tempo entendi que caminhar sozinho tem brilho efêmero; entendi que um trabalho partilhado traria mais e melhores frutos, que seria mais desafiador e divertido.
Busquei outros sonhadores, tive algumas desilusões. Em 1999 encontrei um grande parceiro que tornar-se-ia quase um irmão, falo de Valdemir que depois de muita insistencia minha, adiquiriu SHAY BOUB DO IKAN BETTAH o bisavô de Iron.
Em meados de 2005 encontrei outro idealista, Imad que com uma determinação gigante me arrastou para promover o RI dos pais de sua Tifany que acabaria acasalando com SHAY, nascia DARK SAMMUR avó de Iron.
Imad adiquiriu VULCÃO APFELSTRUDEL, lindo cão negro que acasalado com Dark deu origem a IKAN BETTAH AUINÃ SAMMUR, a Mãe de Iron Paralelo a isso, viajei ao Rio Grande do Sul para visitar Schirlei (CANIL KAYSER DRACHE) e Denise (CANIL OXEMBERG), desta viajem surgiu uma ligação que permitiu que o canil TIEN KUAN , a época de propriedade do Sr Anderson Leão, adquirisse cães como Maximus,Callas,Rachel,Maria bo. Depois o Sr. Dênis Nogueira, adquiriu Prima Donna e Carlota, todos os animais frutos do trabalho destas criadoras.
Acasalei Maximus com IKB Yuna e IKB Auinã SAMMUR e em novembro de 2009 nascia IKAN BETTAH IRON, cão encantador e com bom potencial para exposições, mas um cão de pista n é nada sem um bom dono , sem um bom Handler.
Então um jóvem de sorriso tímido (Alysson) me aparece em uma noite de dezembro/janeiro com sua noiva (Vanessa) , e após uma breve conversa percebi ter o jóvem, o perfil adequado para o meu filhote, acreditei ter encontrado o dono para Iron.
A caminhada de Iron não foi fácil, dúvidas , esperanças, derrotas, vitórias, fizeram parte do processo, Alysson e jr fizeram um grande trabalho. Em 2010 ele foi um dos três melhores jóvens do Brasil(dogshow); em 2011 os resultados foram ainda mais expressivos, culminando com a fantástica vitória na mais importante exposição geral do ano, a Internacional da CBKC, derrotando cães incriveis, inclusiveis seu próprio pai.
O ano termina, com um expressivo e significativo resultado: segundo o ranking DOGSHOW dos cinco canis nos primeiros lugares, dois são alagoanos, em 3º CANIL IKAN BETTAH e em 5º CANIL TIEN KUAN (agora de propriedade de Alysson).
Segundo o mesmo ranking, o CANIL IKAN BETTAR ocupa o 1º lugar na região NORTE/NORDESTE pela quarta vez.
Desejamos a todos que tenham a mesma felicidade que estamos sentindo, neste Natal que se aproxima.
FELIZ NATAL À TODOS
Byron Barros
Canil Ikan Bettah

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

GENÉTICA APLICADA À CRIAÇÃO DE CÃES (parte 1/3)

INTRODUÇÃO À GENÉTICA

Genética é a Ciência que estuda como se transmitem os caracteres físicos, bioquímicos e de comportamento de pais para filhos. Inicialmente foi desenvolvida pelo monge austríaco Gregor Mendel, que trabalhou com a planta da ervilha, descrevendo os padrões da herança em função de sete pares de traços contrastantes que apareciam em sete variedades diferentes dessa planta.
O trabalho de Mendel foi publicado em 1866, mas na prática foi ignorado até que em 1900 outros cientistas perceberam que os padrões hereditários que ele havia descrito eram comparáveis à acção dos cromossomos nas células em divisão, e sugeriram que as unidades mendelianas de herança, os genes, se localizavam nos cromossomos, os quais variam em forma e tamanho e em geral apresentam-se em pares.
Actualmente, sabe-se que cada cromossomo contém muitos genes, e que cada gene se localiza numa posição específica, o locus, no cromossomo. A metade destes cromossomos procede de um progenitor e a outra metade do outro. Quando as duas metades são idênticas, diz-se que o indivíduo é homozigótico para aquele gene particular. Quando são diferentes, ou seja, quando cada progenitor contribuiu com uma forma diferente, ou alelo, do mesmo gene, diz-se que o indivíduo é heterozigótico para o gene.
Ambos os alelos estão contidos no material genético do indivíduo, mas se um é dominante, apenas este se manifesta. No entanto, como demonstrou Mendel, a característica recessiva pode voltar a manifestar-se em gerações posteriores, desde que, em indivíduos homozigóticos para seus alelos.

GENÉTICA APLICADA À CRIAÇÃO DE CÃES

As leis da hereditariedade são as mesmas para todos os organismos vivos. A experiência nos mostra que, para se conseguir progresso numa raça de animais, é essencial a selecção correcta dos acasalamentos. O objectivo é produzir a uniformidade das qualidades que estão presentes nos melhores exemplares. Significa que temos o objectivo de criar animais não apenas perfeitos em si mesmos, mas com tendências hereditárias a reproduzir sua própria perfeição, de modo que, por meio de uma selecção criteriosa de acasalamentos, possamos alcançar a excelência universal. E isto é mais importante do que a perfeição individual.

- Um bom filhote ocasional numa ninhada não significa que o pai ou a mãe sejam reprodutores de valor.
- Uma ninhada com cinco exemplares “muito bons” é bem mais valiosa do que aquela que apresenta apenas um “excelente” e os demais medíocres.

Vale lembrar também que o fenótipo ( aparência externa ) nem sempre corresponde ao genótipo (material genético) do animal. Um cão pode apresentar excelentes qualidades, mas devido à heterozigosidade ele pode também transmitir defeitos à sua prole.
Outros factores que não podem ser esquecidos são:
- ambiente externo (alojamentos, higiene, área de exercícios, vacinação, nutrição, etc.);
- ambiente interno (efeitos maternos).
Um filhote proveniente de excelentes exemplares pode vir a pertencer a alguém que não lhe proporcione condições de desenvolver o seu potencial hereditário, mas isto não alterará o seu patrimônio genético.
Frise-se que a genética não está apenas a serviço dos puristas. Todos os criadores se devem preocupar em conhecer, ao menos, os fundamentos da hereditariedade, para não introduzirem na criação, animais que possam transmitir características indesejáveis. O trabalho dos puristas não deve, no entanto, ser desprezado, uma vez que é graças a eles que existem as raças “puras” de cães que hoje conhecemos.

A expressão “raça pura” é discutível, pois a grande maioria das raças caninas conhecidas são resultantes de diversos cruzamentos. Donde se conclui serem “puras por cruza” e não “puras por origem”.
A maior parte das raças de cães nasceram das necessidades do homem, tais como: segurança, pastoreio, caça, ou mesmo companhia.
Nesta linha de pensamento, podemos citar o esplêndido trabalho, iniciado em 1875, por Karl Friedrich Louis Dobermann, um simples cobrador de impostos, e por feliz coincidência, encarregado de recolher animais abandonados.
Dobermann necessitava de um cão capaz de protegê-lo de assaltantes em suas viagens solitárias, como cobrador de impostos. Os primeiros cães que ele conseguiu criar eram singularmente feios, peludos e com cabeças grosseiras, sem qualquer traço da elegância dos actuais exemplares outrora idealizados. No entanto, sua coragem já era a toda prova, e pela região de Apolda, onde vivia Karl Dobermann, seus cães eram notados e reconhecidos como “os cães de Dobermann”; porém, o criador não viveu para ver os cães que idealizara dezanove anos antes de morrer, em 1894.
Entretanto, a criação sobreviveu ao criador, porque entusiastas desenvolveram a obra de Dobermann, até chegar aos cães por ele sonhados: elegantes, ágeis, corajosos e absolutamente leais. A coroação ocorreu em 1923, quando um cão da raça DOBERMANN sagrou-se Campeão em um torneio na Alemanha.
Vimos acima que em menos de cinquenta ( 50 ) anos após nascer a ideia, o objectivo foi alcançado. O trabalho de um mero cobrador de impostos, baseado apenas em fenótipo, e sem nenhum conhecimento das Leis de Mendel, obteve êxito. O que abre um campo ilimitado de possibilidades, usando a ciência cada vez mais evoluída, que nos permite até mesmo o mapeamento de genes. Temos agora a possibilidade de criar novas raças em menor espaço de tempo.

Talvez até possamos indagar sobre o que não pode ser criado !

OS DOZE ´MANDAMENTOS` DA HEREDITARIEDADE

I - Não existem atalhos para o melhoramento da raça. O melhoramento só pode ser conseguido através de cuidadosa selecção. A criação selectiva é o arcabouço de um programa vitorioso.
II - Extraem-se dos filhotes menos de 50% do que os pais podem oferecer. O aproveitamento do material genético herdado dos pais varia de acordo com a penetrância de cada gene.
III - Cautela ao interpretar a ocorrência casual de um facto. Neste caso devemos nos lembrar que há genes mímicos e genes epistáticos, que podem promover resultados inesperados num acasalamento, entretanto, esses resultados não definem o património genético de cada animal.
IV - Itens complexos são determinados por inúmeros genes. Muitas das características são quantitativas, quer dizer, são determinadas por muitos pares de genes.
V - Não existe raça de cão que se reproduza sem variações. Isto se deve à segregação independente. Genes independentes podem ser encontrados numa raça e não constatados em outra.
VI - Condições ambientais catalizam ou suavizam tendências genéticas.
VII - A pouca utilização do inbreeding se deve a interesses comerciais. Os criadores que utilizam o inbreeding estão praticando melhoramento visando eliminar ou fixar uma característica; criadores “comerciais” não se interessam por melhoramento.
VIII - Acasalamento de irmão com irmã produz queda na vitalidade dos filhotes. Estes acasalamentos promovem maior degeneração de inbreeding. Os registros mostram que são muito contraditórios os resultados comunicados por criadores que tentaram acasalar irmão com irmã, com o intuito de fixar boas características em seu plantel. Verificar-se-á que este tipo de acasalamento tem como consequência um decréscimo na vitalidade e robustez dos filhotes nascidos.
IX - Os maiores efeitos do inbreeding ocorrem nas primeiras gerações. Um grupo de pesquisadores calculou os índices teóricos do aumento de similitude a cada continuação de acasalamento entre irmãos. Os cálculos mais confiáveis indicam que a redução na proporção de pares genéticos não semelhantes foi de aproximadamente 19,l% por geração depois da primeira, na qual a redução foi de 25%. Os índices são tão rápidos, que após dez gerações de acasalamentos entre irmãos, a partir de espécimes com 50% de semelhança, cerca de 94% de pares de genes são iguais. Assim, o inbreeding apresenta seus maiores efeitos durante as primeiras gerações e relativamente pouco efeito além da décima ou décima-segunda geração.
X - O inbreeding nada cria de novo, mas apenas intensifica o que já existia. O inbreeding encontra a sua melhor utilização na fixação de características. O inbreeding pode transformar genótipo e fenótipo num denominador comum.
XI - O teste de progênie é a única prova válida da prepotência de um cão. Aqui entra de novo o acasalamento com consanguinidade, pois quanto mais “fechada” for a consanguinidade do cão ou da cadela, maiores serão as chances de um ou de outro ser dominante, em contraposição a um cão ou uma cadela que não tenha consanguinidade “fechada”. Ao seleccionar um padreador para complementar os atributos da cadela é importante levar em séria consideração também as qualidades dos seus pais. Isto tudo só poderá ser observado na progênie.
XII - Acasalamentos sonhados podem dar filhotes decepcionantes; a cadela reprodutora pode ou não transmitir as qualidades que ela mesma possui, o mesmo podendo ocorrer com o macho.
HERANÇA

Embora difundida, é errada a opinião de que defeitos opostos se equilibram no sentido hereditário. É completamente impensável que uma garupa curta e caída poderia ser equilibrada, ou melhorada, por uma longa e plana no outro par do casal; como também é completamente impossível que posteriores superangulados possam ser melhorados pela falta de angulação.
A única solução para chegar ao equilíbrio é somente o correcto. Para uma garupa faltosa, uma garupa correcta; para a má angulação, somente uma angulação correcta. No sentido deste trabalho, devo chamar a atenção de que os antepassados do animal devem melhorar as faltas de outro, devendo ser correctos em relação a esta falta.
Para eliminar faltas deve-se usar, para criação, animais que não sejam portadores da respectiva falta, nem em seus antepassados; deve-se procurar pela selecção apropriada e criar animais com hereditariedade limpa.
herança citoplasmática - Com relação ao mecanismo de hereditariedade, devemos argumentar que as células, a grosso modo, se compõem de um núcleo e de plasma. Os espermatozóides são praticamente só um núcleo movimentado pela cauda, que se parte logo após o núcleo penetrar no óvulo. O óvulo fornece a maior parte do material de construção para as células que se formam por divisão. Núcleo e plasma formam uma unidade funcional, e não se pode negar que o plasma tem uma grande influência sobre o ser que está em formação. Por isso, a herança citoplasmática também é chamada de herança materna.

herança de factores múltiplos - O que acreditamos ser uma característica simples (pernas, pés, cauda, etc.) é frequentemente influenciada no seu desenvolvimento por um grande número de diferentes genes, e não relacionados, capazes de selecção independente. É extremamente difícil determinar os vários genes que influenciam uma determinada característica, e definir o efeito específico que podem ter naquela característica. Alguns genes determinam uma influência directa e completa no desenvolvimento de uma característica (genes dominantes). Outros desempenham um papel parcial, sendo neutralizados de certa forma pela acção do membro oposto no par ao qual pertencem (genes incompletos). Outros genes são completamente mascarados e não apresentam nenhuma actuação, a não ser que tais genes sejam ambos membros de um determinado par (genes recessivos). Temos ainda que a combinação de actuação de genes múltiplos com factores ambientais é antes a regra do que a excepção, em características como: complemento do corpo, altura, peso, desenvolvimento da cabeça e do focinho, dentição, formato e tamanho dos pés, desenvolvimento muscular e ósseo, e as tão faladas “faltas”, como ombros caídos, costelas sem curvatura, jarretes de vaca, jarretes fracos e pés espalmados. Exemplificando, podemos citar o facto de que chegou-se à conclusão de que o tamanho do corpo depende de certos genes, que actuam sobre todos os tecidos, e de outros que influenciam certas regiões: pernas, pescoço ou cauda. A dieta, exercícios e outras influências ambientais determinam, de certa forma, o grau com que os genes podem estimular ou produzir o crescimento dos diferentes tecidos, órgãos e partes do corpo.

herança bilateral - É assim chamada a herança em que a progênie apresenta as características dos pais “fundidas”. Isto pode gerar animais sem harmonia. Neste caso, devemos observar não apenas a qualidade dos pais, mas também a da progênie; óptimos cães podem produzir filhotes medíocres, sem ser devido à heterozigosidade, quer dizer, os genes transmitidos são desejáveis isoladamente, mas em conjunto podem provocar fenótipos indesejáveis. Como exemplo podemos ter dois cães: a fêmea com excelente temperamento e uma conformação física dentro dos padrões, e o macho com temperamento razoável e excelente estrutura, mas os filhotes podem apresentar temperamento instável e sua estrutura pode ser alterada para má, caso tenhamos a acção de genes mímicos.

herança atávica - Quando o produto de um determinado acasalamento apresenta um animal diferente de ancestrais mais próximos, reproduzindo características de ancestrais distantes.

herança homócroma - Uma determinada característica manifesta-se na mesma idade em que se manifestou em um dos pais. Na espécie humana, temos a calvície masculina, e nos cães podemos citar a maturidade sexual.

herança reinvertida - O animal se parece com um dos pais quando jovem e apresenta o fenótipo do outro na idade adulta.

herança correlativa - Duas ou mais características transmitem-se juntas. Muitos atributos de conformação são correlativos com funções. Esta herança também pode ser chamada de pleiotropia. Exemplo: determinadas raças de cães têm os olhos azuis, associados a deficiência auditiva.

herança de caracteres adquiridos - Neste caso, os múltiplos factores genéticos, dos quais depende toda a constituição do animal, se desenvolvem mais ou menos segundo as influências externas a que são submetidos. O que um indivíduo é resulta da interação do meio e da bagagem hereditária. Quer dizer, os genes determinam o que o animal poderá vir a ser, e não o que ele deveria ser.(fim da parte 1)

Artigo escrito por: Helena Accioli e copiado do site CANIL DO SERTÃO de Fila Brasileiro

domingo, 8 de maio de 2011

ESTE ANO "A NACIONAL" VAI SER NO NORDESTE


O Conselho Brasileiro da Raça Dogue Alemão – CBRDA, através de seus conselheiros, tem realizado anualmente as exposições Pré-Nacional e Nacional da Raça Dogue alemão e o match Dogue do Futuro para dogues de 4 a 15 meses. Os últimos sete eventos foram realizados em São Paulo ou Rio de Janeiro. A fundamentação dos criadores invariavelmente é sempre a mesma, ou seja: é mais fácil realizar o evento por aqui visto que o maior número de criadores e de cães se concentra no sul e sudeste.
Porém, este ano CBRDA ousa trazer os eventos para o norte-nordeste do Brasil, mais precisamente para a cidade de Recife, em Pernambuco. Em análise dos números apresentados pela CBKC e pelo site Dog Show, verificou-se que muitos dos cães que participam de exposições durante o ano, são de pessoas que residem no Norte e Nordeste, alias existe uma tendência de tornar o evento da “Nacional” um evento itinerante, para que todos os criadores do Brasil possam ser beneficiados com o mesmo.
Os criadores do norte-nordeste, este ano de 2011, estão altamente mobilizados para fazer destas exposições um sucesso total. Em Recife especificamente, os criadores estão se reunindo semanalmente, aos sábados, para treinar a si e a seus cães, para que no dia das exposições, o maior número de animais possa ser apresentado aos juízes previamente convidados.
O match Dogue do Futuro será julgado pelo criador veterano nas pistas brasileiras e conhecidos por muitos, José Henrique de Farias Neto. A exposição Pré-Nacional será julgada pelo Sr. Gutemberg Vilar Soares, juiz “all rouder” e ex-criador da raça e o grande momento, a 8ª Exposição Nacional da Raça Dogue Alemão, será julgada pelo árbitro argentino e também criador da raça o Sr. Oswaldo Raspa.
Pela primeira vez na história das Nacionais da Raça Dogue Alemão no Brasil, a homologação das exposições sairá com o nome do CBRDA, pois até então, as exposições recebiam a homologação através do “kennel club” que estivesse recepcionando a mesma. Este ano porém, em uma atitude inovadora, o CBRDA ousou fazer suas exposições de forma autônoma e realizará os eventos no dia 30/07/2011 no Haras Cascatinha, Km 8 da Estrada de Aldeia, Camaragibe/PE. O local conta com toda a infraestrutura necessária para receber cães e expositores de maneira confortável e de fácil acesso.
A exposição será realizada em arena gramada o que proporcionará aos cães maior conforto e tranqüilidade na movimentação. Os troféus, que já são padronizados, estão sendo confeccionados com o patrocínio de fabricas de ração. O local também dispõe de acomodações para os cães com muita sombra e outros atrativos.
Inovando nesta exposição, o CBRDA pretende abrir inscrições também para a classe veterano e julgamentos para melhor progênie de pai e de mãe. Assim, poderemos desfrutar da presença de cães já idosos e que estão fora de pista assim como poderemos analisar a homogeneidade do plantel e a qualidade de matrizes e padreadores quando comparados com seus filhos. Os criadores estão bastante mobilizados e esperamos atingir um número histórico superior a 40 animais em pista. Feito parecido com esse foi conseguido na exposição Mundial realizada no Rio de Janeiro em 2004 quando tivemos a grata satisfação de ver 63 dogues alemães em pista.
O CBRDA conta com a presença maciça dos criadores do Norte e Nordeste para que este evento fique na história e possa ter respaldo para ser repetido em outros estados do Nordeste ou mesmo em Recife novamente.
Fica aqui o convite:
VEM, VEM, VEM, FAZER PARTE DESSE CORDÃO, RECIFE TEM UM LUGAR PARA VOCÊ
DENTRO DO CORAÇÃO!

Roberta Zeppelini
CONSELHEIRA

sábado, 25 de dezembro de 2010

A CABEÇA DO DOGUE ALEMÃO


O Manual de Estrutura e Dinâmica classifica os três grupos de cabeças fundamentais, por índice cefálico. A cabeça do dogue alemão, e que isso fique bem claro, baseia-se no fato de ser este um mesaticéfalo e por isso a insistência de que a cabeça do mesmo deve ser alongada, não longa ou muito menos quadrada.

Segue abaixo a descrição dos Mesaticéfalos:

"Possuem um índice cefálico intermediário. A cabeça é de comprimento moderado e a largura, sem ser exagerada, é sensivelmente superior à dos dolicocéfalos (Collies, Greyhouns, Afghans, etc...). Constituem características destas cabeças: comprimento do crânio geralmente equivalente ao dobro da largura, ou ligeiramente menor. Occipital marcado, mas nem sempre projetado, crista interparietal de desenvolvimento moderado, testa evidente mas não muito inclinada. Focinho de comprimento igual ao do crânio ou ligeiramente inferior, arcos zigomáticos projetados sem exagero, Stop moderado, mas sempre perceptível. Mordedura em tesoura ou torquês."

Para complementar a descrição mais do que completa, em minha opinião já que também não sou anatomista, porém sou bom leitor, segue a descrição da cabeça do Dogue quanto a classificação pelo tipo, que é o Bracóide, e não Molossóide (classificação pelo tipo de cabeça):

Bracóides: "Em forma de prisma, ou de dois paralelepípedos justapostos. É representante de alguns mesaticéfalos de índice cefálico mais baixo, mais próximos aos dolicocéfalos. Ex: Bracos em geral, Setters e DOGUE ALEMÃO."


Colaboração Humberto Cruz, Juiz e criador da raça - Canil Crossdanes P O SITE /www.arbitrodecaes.com.b

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CADELA DE SERGIPE ACASALANDO EM NOSSO CANIL

Recebemos com prazer em nossas intalações, a simpática presença do senhor Humberto Dória, empresário sergipano do segmento de plantas ornamentais, que se deslocou de Aracaju à Maceió na companhia de seu filho, para trazer sua linda cadela para acasalar com nosso THOR, e realizar o sonho de ter sua primeira ninhada de dogue alemão, esperamos poder contribuir da melhor forma para que nosso irmão siamês o estado de Sergipe,inicie sua criação de dogues de forma consistente e sustentada.

sábado, 24 de julho de 2010

Superalimentação e desenvolvimento do esqueleto de cães da raça Dogue Alemão: aspectos clínicos e radiográficos

Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia
Print version ISSN 0102-0935
Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.58 no.4 Belo Horizonte Aug. 2006
doi: 10.1590/S0102-09352006000400010
MEDICINA VETERINÁRIA
Estudou-se o efeito da superalimentação no desenvolvimento do esqueleto de 14 cães da raça Dogue Alemão, utilizando dieta hipercalórica (ração super-premium) associada ao método de alimentação à vontade. Os animais foram distribuídos em dois tratamentos, sendo a ração fornecida à vontade ou restrita. O consumo de alimento foi registrado diariamente e realizaram-se, mensalmente, radiografias do cotovelo e, bimestralmente, do ombro, do quadril e do carpo, visando acompanhar alterações do esqueleto, especificamente quanto ao aparecimento da osteocondrose do ombro e da metáfise distal da ulna, da osteodistrofia hipertrófica e da displasia coxofemoral (DCF). Ao final do experimento, seis cães do grupo que recebeu alimentação à vontade apresentaram-se gordos (87,7%) e um animal obeso (14,3%). Do grupo de alimentação restrita, três filhotes mostraram condição corporal ideal (42,8%), e quatro apresentaram-se magros (57,2%). O exame radiológico revelou alterações compatíveis com o diagnóstico de DCF nos dois grupos; nos alimentados à vontade, a prevalência foi de 51,1% e nos restritos, de 28,6%. A osteocondrose na metáfise distal da ulna, conhecida como retenção do núcleo cartilaginoso, foi observada apenas nos cães alimentados à vontade (57,1%). A superalimentação provocada pelo método de alimentação à vontade, associada com dieta de alta palatabilidade e alta densidade energética em filhotes da raça Dogue Alemão, induziu ao aparecimento de osteocondrose na metáfise distal da ulna e de displasia coxofemoral.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
No grupo que recebeu alimentação à vontade, o consumo excessivo de alimento foi alcançado utilizando-se uma dieta à base de ração extrusada comercial seca, de alta palatabilidade, rica em proteína bruta com densidade energética relativamente alta, associada ao método de alimentação à vontade. Esse método de alimentação é usual entre os criadores e proprietários de cães, principalmente de raças gigantes ou de porte grande, que procuram taxa máxima de crescimento no menor tempo possível. Doenças de conformação óssea são mais comuns em raças gigantes e de grande porte, nas quais a prática de alimentação à vontade pode resultar em ganho de peso excessivo (Hedhammar et al., 1974; Alexander e Wood, 1987; Lepine e Reinhart, 1999).
No grupo de alimentação restrita, a quantidade da dieta foi ajustada semanalmente de acordo com o recomendado pelo fabricante, levando em consideração o peso e a idade dos animais. Estes cães consumiram menor quantidade de ração, e o ganho de peso foi inferior em relação aos filhotes do grupo de alimentação à vontade.
Houve alteração significativa (P<0,01) no consumo médio semanal de ração entre os animais dos dois grupos. O consumo dos animais alimentados à vontade foi superior ao dos alimentados com restrição. Os valores apresentaram oscilação com aumento gradativo de forma linear e uniforme. Em 27 semanas de experimento, a diferença entre os cães alimentados à vontade e os com alimentação restrita foi de 405,49kg, aproximadamente 57,92kg por animal/dia ou 306,46g por animal/dia (Tab. 2).



Verificou-se diferença (P<0,01) no ganho médio total de peso entre os grupos. Nas primeiras semanas do experimento, os filhotes já começaram a apresentar diferenças físicas e, ao final do experimento do grupo de alimentação à vontade, seis cães apresentaram-se gordos (85,7%) e um obeso (14,3%). No grupo de alimentação restrita, quatro estavam magros (57,2%) e três com condição corporal ideal (42,8%). Estes resultados corroboram os obtidos por Dämmrich (1991) em estudo com filhotes da raça Dogue Alemão alimentados à vontade, que apresentaram, aos seis meses de idade, o dobro do peso dos animais alimentados de forma restrita.
A alta porcentagem de cães magros foi resultado da elevada taxa de restrição alimentar imposta aos animais deste estudo, em média 42,5%, superior aos 20 a 30% descritos por Hedhammer et al. (1974) e Kealy et al. (1997).
Richardson e Toll (1997) indicaram o método de restrição de alimento para filhotes em crescimento para adequar a taxa de crescimento às condições corporais ideais. Entretanto, para esses autores, o método restrito de alimentação deve ser acompanhado por uma avaliação clínica do peso corporal dos filhotes em crescimento, e o ajuste da quantidade fornecida da ração deve ser feito caso seja necessário. Esse tipo de ajuste não foi levado em consideração neste experimento.
Os filhotes, com o passar do tempo, consumiram menor quantidade de ração por unidade de peso corporal, o que pode ser atribuído à menor necessidade de nutrientes e energia na fase final do crescimento. Segundo o NRC (Nutrient... 1985), a necessidade energética de um filhote diminui à medida que o seu peso aproxima-se do peso do adulto. A diminuição do consumo de ração em relação ao peso corporal, em animais alimentados à vontade, também foi observada por Alexander e Wood (1997).
Nos filhotes dos dois grupos, não foram encontradas lesões compatíveis com osteodistrofia hipertrófica.
O exame radiológico revelou alterações compatíveis com o diagnóstico de DCF nos dois grupos. A prevalência da displasia foi maior nos cães alimentados à vontade 57,1% versus 28,6% nos filhotes sob restrição alimentar. Esses dados confirmam os de Hedhammar et al. (1974), em que os animais alimentados à vontade, quando comparados aos com alimentação restrita, apresentaram maior incidência de doenças do esqueleto, relacionadas com o crescimento, dentre elas a DCF. Observações semelhantes também foram feitas por Kealy et al. (1997), em estudo sobre a influência da quantidade de calorias ingeridas por um grupo de cães alimentados à vontade e outro recebendo 25% a menos de alimento. Os autores observaram que, aos dois anos de idade, 66,7% dos animais alimentados à vontade apresentavam DCF e apenas 29,2% dos que receberam alimentação restrita mostraram a alteração.
Os resultados revelaram que os irmãos dos animais do grupo de alimentação restrita que foram alimentados à vontade apresentaram DCF em classificação mais avançada. O cão nº 16 do grupo de alimentação restrita foi apenas suspeito de DCF, e o seu irmão nº 8, do grupo de alimentação à vontade, atingiu maior peso corporal ao final do experimento e foi classificado como portador de DCF grave. Esses resultados estão de acordo com Tomlinson e Mclaughin (1996) e Bennett e May (1997), que citaram que o excesso de peso favoreceu a manifestação e a gravidade dessa doença.
Em relação à osteocondrose do úmero, as radiografias revelaram lesões em um filhote de cada grupo. No grupo de alimentação à vontade, o cão nº 1, aos seis meses de idade, apresentou irregularidade compatível com osteocondrose na porção dorsocaudal da cabeça umeral e claudicação aos cinco meses de idade que cessou aos seis meses de idade, sem qualquer tipo de interferência terapêutica. Aos oito meses de idade, esta já não estava mais presente. O cão nº 11 do grupo de alimentação restrita apresentou irregularidade semelhante no mesmo local e com a mesma idade, sem sinais clínicos. Esta lesão persistiu até o término do experimento.
O aparecimento dessa doença neste local confirma que um dos sítios de predileção para a manifestação da lesão é a porção dorsocaudal da cabeça umeral (Krook, 1988; Oliveira, 2001; Sturion et al., 2001). A idade de aparecimento dessas alterações é semelhante à observada por Bennett e May (1997) e Sturion et al. (2001), que relataram que os sinais clínicos geralmente ocorrem entre os cinco e 10 meses de idade.
A osteocondrose na metáfise distal da ulna, conhecida como retenção do núcleo cartilaginoso, foi observada apenas nos cães alimentados à vontade, na freqüência de 57,1%. O cão nº 2 apresentou essa lesão aos quatro, cinco e seis meses de idade, o nº 3 aos quatro e cinco meses, e os cães nº 7 e nº 8 aos quatro e cinco meses de idade, respectivamente. Aos sete meses de idade, essas lesões não estavam mais presentes na metáfise distal da ulna desses animais.
Aos quatro meses de idade, o cão nº 2 apresentou febre (40ºC), claudicação dos membros anteriores, dor e aumento de volume em todas as articulações dos membros e rubor das articulações carpo-rádio-ulnar, e as mãos começaram a rotacionar lateralmente. Os sinais e os sintomas desapareceram espontaneamente após duas semanas. Este cão voltou a claudicar novamente aos cinco meses de idade, por pouco tempo, o que foi resolvido sem qualquer tipo de medicação. O aprumo aos seis meses de idade estava normal. Esse quadro clínico foi compatível com osteodistrofia hipertrófica, mas, radiograficamente, aos quatro, cinco e seis meses de idade, foi encontrada apenas a lesão de retenção do núcleo cartilaginoso na metáfise distal da ulna. Os cães nº 3, 7 e 8 não manifestaram clinicamente qualquer sinal de claudicação ou dor nas articulações.
As lesões de osteocondroses detectadas pelas radiografias coincidiram com o período de alto consumo de alimento em relação ao peso corporal e maior taxa de ganho de peso. Esses resultados estão de acordo com as informações de Hedhammer et al. (1974), que sugeriram existir uma associação entre a alta ingestão de calorias e o aumento do risco de desenvolver osteocondrose, devido à aceleração da taxa de crescimento. Também para Leighton (1997), o período de rápido crescimento dos cães de porte grande ou gigante coincide com a alta taxa de ossificação endocondral.
O consumo diário de cálcio (mg) em relação ao peso corporal (kg), na primeira metade do experimento, foi de 577mg/kg e 422mg/kg pelos cães do grupo de alimentação à vontade e do grupo de alimentação restrita, respectivamente. Os cães alimentados à vontade excederam em 257mg o consumo de cálcio em relação ao citado no NRC (Nutrient... 1985), que é de 320mg/kg de peso corporal. Os animais sob restrição alimentar consumiram, em média, 102mg de cálcio por quilo de peso corporal a mais que o recomendado pelo NRC (Nutrient... 1985). Analisando esses dados, foi possível inferir que o consumo excessivo de cálcio pode ter sido um dos fatores que influenciaram no aparecimento da osteocondrose e que, de acordo com estudo realizado por Goedegebuure e Hazewinkel (1986), os animais que receberam alta quantidade de cálcio na dieta apresentaram a retenção do núcleo cartilaginoso com mais freqüência e gravidade nos sítios de predileção (costela, região proximal do úmero, região distal do rádio e da ulna, região proximal e distal da tíbia). Hazewinkel et al. (1991), em trabalho realizado com filhotes da raça Dogue Alemão, utilizando diferentes níveis de cálcio, concluíram que o excesso de cálcio exerce influência na ossificação endocondral.
O desaparecimento das irregularidades, na porção dorsocaudal da cabeça umeral e nas metáfises da ulna, pode ser explicado pela cura espontânea, que ocorre quando não há o alargamento da espessura da cartilagem (Hazewinkel et al., 1984).

CONCLUSÕES
O método de alimentação à vontade induz ao consumo excessivo, favorecendo maior ganho de peso e, conseqüentemente, maior predisposição de manifestação da DCF e osteocondrose. A restrição alimentar é um método eficaz na prevenção do surgimento da osteocondrose e na redução da severidade da DCF

sexta-feira, 4 de junho de 2010

DOGUE ALEMÃO:INDICADOR DE PROSPERIDADE....


Ele é de uma das raças mais sensíveis às oscilações da economia, mas se mantém popular graças ao fascínio do tamanho avantajado, da beleza e da afetividade

Apenas 13 entre mais de 100 raças superaram o Dogue Alemão em quantidade de filhotes registrados no ano passado em nosso país. Nas maiores cinofilias ocidentais a raça também é parte do seleto grupo de cães que mais registra filhotes. Posiciona-se sempre à frente de pelo menos 80% das raças existentes. Nada mal para esse gigante da espécie canina - um exemplar de Dogue Alemão foi apontado como o cão mais alto do mundo, pela edição de 1997 do Guinness Book, o Livro dos Recordes.

O interessante é que o mundo lhe oferece espaços cada vez menores e o reinado do Dogue Alemão continua firme.
Porém, o número de compradores varia de forma curiosa.
A distância entre a vontade de ter um exemplar e se sentir pronto para ser seu dono aumenta ou diminui conforme o sobe-e-desce da economia.
E isso acontece bem mais acentuadamente nessa raça do que nas demais.
Quando a economia vai mal, quem mais adia a compra de cães são os amantes de Dogue Alemão.
Já, se ela vai bem, a venda de exemplares se multiplica velozmente levando à escalada das posições de maior destaque.

FLUTUAÇÃO
Um exemplo da acentuada vulnerabilidade do Dogue Alemão aos tropeços da economia acontece no Brasil. Em 1987, quando a indústria mal conseguia reabastecer o comércio devido à euforia do auge do Plano Cruzado, o Dogue Alemão tornou-se a quinta raça a mais registrar filhotes na Confederação Brasileira de Cinofilia (CBKC). Foi seu recorde nacional, com 4.295 registros, mais do que o dobro dos 1.825 no ano passado.

Desde então, apesar das crises, o total de cães de todas as raças registradas quase dobrou na CBKC. Devido a isso, a participação do Dogue Alemão sobre o total da Cinofilia caiu para menos de um quarto do que era. De 1987 para cá, despencou de 82 para 19 Dogues para cada mil cães registrados. O impressionante é que, mesmo assim, o Dogue Alemão ainda é a 14ª raça mais registrada no Brasil.

Outro bom exemplo das flutuações do Dogue Alemão, devido à situação econômica, está nos Estados Unidos. Lá ele desceu da 19ª posição em registros, pelo American Kennel Club (AKC), no início da década passada, para a 35ª, em 1993. A economia amargava uma fase ruim e os norte-americanos, como se sabe, dão valor a cada centavo.
"Você adquire uma cama para cão pequeno por 10 a 15 dólares, enquanto para um Dogue Alemão custa cerca de 100 dólares", compara Linda Tonnancour, presidente da mais importante entidade norte-americana da raça e a que mais registra Dogue Alemão no mundo, o Great Dane Club of America GDCA). "Castrar um Dogue custa o triplo dos cerca de 100 dólares cobrados pela cirurgia em cães pequenos ou médios", acrescenta. Desde 1993, economistas e criadores norte-americanos passaram a ter motivos para comemorar. Com a recuperação da economia, o Dogue Alemão disparou.
Reconquistou, ano a ano, sete posições perdidas, colocando-se no 28º lugar em 1998, em uma Cinofilia que registra 146 raças.

Mais um exemplo vem do próspero país de origem do Dogue Alemão, a Alemanha. Há seis anos a raça era a 12ª mais registrada. Agora é a 10ª. Pode ter certeza, a economia vai muito bem por lá.

texto originalmente encontrado no site petbrazil

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cães sem pedigree

(O flagelo da criação evolutiva e organizada, embustes, desinformação e mercado negro)
                      por Wilson Protásio*

Pedigree (Registro genealógico) é uma expressão inglesa que significa documento que congrega dados genealógicos de um indivíduo informando as suas características genéticas trazidas por determinado número de gerações anteriores. No caso específico do cão Pastor Alemão é através dessas informações genéticas (genótipos) e na análise da estrutura do par a ser acasalado (fenótipos) que os criadores programam seus produtos, sempre, visando a evolução e o aprimoramento da raça. Sem nenhum laivo de dúvidas, isto é vital para uma criação de excelência, porque sem essas fundamentais observâncias qualquer raça canina caminharia para o retrocesso e, quiçá, a extinção.

Denota-se, sem medo de errar e pela nossa experiência de quase 40 anos de criação o seguinte: O cão que não tem pedigree, com toda certeza, é portador de problemas com ele, com os pais, com o “criador”, ou, na pior das hipóteses, de todos esses problemas juntos. Comumente, quando indagamos a esses “criadores”, eles respondem: - o meu cão não tem, mas os pais tem. Normalmente isso é uma inverdade, ou vergonha de dizer que seu animal não tem registro, assumindo, assim, que sabe que foi lesado. Os mais desinformados, não. Acreditam no que não sabem e afirmam que seu cão é uma mistura de lobo com cão policial. Essa é de doer, porque além do cão não possuir um pedigree, ainda é mestiço. Ah! Meus irmãozinhos sem juízo. Lobo é lobo e cão é cão e policial não é raça. Todo cão ou homem que trabalha na polícia é um policial.

Essas desinformações, folclores e descasos daqueles que se dizem criadores e se consideram espertos adeptos da Lei de Gerson, pensando em levar vantagem, caem, como verdadeiros patinhos, nas mãos dos vendedores de cachorros que não tem nenhum compromisso com qualquer raça e, muito menos, com evolução e aprimoramento genético e obtenção de bons fenótipos. O negócio é vender um filhotinho bonitinho - porque todo filhote é bonitinho - e, depois, o coitado do comprador que se julgou esperto porque comprou um “filhote de raça” por um baixo preço, descobre que o filhotinho, bonitinho não passa de um arremedo da raça, um substrato e, às vezes, nem parecido com o que ele pretendia. Que pena!!! - É..., mas, agora, já me afeiçoei a ele e vou ficar, né?

Cães com registro não significa dizer, nem ao longe, que são cães para exposições. O cão com pedigree é uma garantia de que o comprador adquiriu, realmente, um verdadeiro representante de sua raça que convivera com a família do comprador que, se quiser, poderá ser um futuro criador.

O inverso, sim, significa levar para casa uma incógnita, uma possível bomba relógio, que poderá explodir a qualquer tempo. Afinal, sem nenhuma informação sobre a genética e a pureza de raça do animal adquirido os riscos serão iminentes para toda a família. Será que uma irresponsabilidade dessas compensa um baixo custo?

Por oportuno, trazemos a lume um fato verídico de engodo na venda de filhotes. Adentrei um certo Pet Shoop e perguntei quanto custava o filhote de Pastor Alemão exposto na vitrine. O vendedor me falou: - Sem pedigree é R$ 600,00 e com pedigree é R$ 800,00. O incauto e leigo, com certeza e para levar vantagem, preferiria comprar sem pedigree, porque é mais barato, ainda mais, dividido no cartão. Como vemos, o vendedor induziria o leigo a comprar sem pedigree, mas não é só isso. Tem um outro golpe. Na verdade, constatamos que o filhote nunca teve pedigree e, para nos criadores, não vale, absolutamente, nada, ou R$ 0,00, mas sabemos que “os criadores” de araque vendem esses animais de origens duvidosas por cerca de R$ 150,00 a R$ 200,00. Então vejamos, por este exemplo, como um adquirente desinformado entraria pelo cano, achando que havia feito um ótimo negócio.

Sabemos que esta é uma questão pontualmente cultural, mas burrice também tem limites. Quando vamos adquirir um bem e dele nada, ou pouco, entendemos, procuramos alguém de confiança que nos oriente, justamente para que não sejamos enganados. Entendemos que o mesmo deve ocorrer quando alguém se dispõe a adquirir um cãozinho, para que não seja lesado. Nós temos, em Maceió, muito bons canis e criadores criteriosos à disposição dos admiradores do Pastor Alemão. Então Prezados Leitores, não comprem gato por lebre. Exijam o pedigree na compra de filhotes e, na dúvida, procure a Sociedade Alagoana de Criadores de Cães Pastores Alemães, através deste blog.

Lembrem-se, sempre:

Cachorro sem pedigree/ É coisa que desabono/ Vendedores de cachorros/
Vivem de seu engano/ E ficam morrendo de rir/ Quando alguém entra pelo cano
.

* Wilson Roberto Protásio Lima
Presidente da SACCPA – Alagoana
Presidente do Conselho Superior da SBCPA - Nacional
Titular do canil Castelo de Prata, desde 1973
Juiz de Criação e Seleção, internacional.
Criador da fêmea Siegerin/Brasil 2009
Contatos
wilson.protasio@ig.com.br
(82) 3376-9000 begin_of_the_skype_highlighting             

domingo, 16 de maio de 2010

GIANT GEORGE o cão mais alto do mundo


Pesando mais de 112 quilos e com 1,09 metros de altura, o Guinness World Record Holder para o cão vivo mais alto do mundo GEORGE.

* 4 anos de idade, nascido em 17 de novembro, 2005
* Cachorro dinamarquês
* AKC registrados
* Dorme em uma cama queen-size ... sozinho
* Consome 50kg de alimento a cada mês
* Tem que se curvar para beber água da torneira da cozinha (veja foto)
* Senta em uma cadeira como um ser humano

sábado, 10 de abril de 2010

Dicas para reproduzir bem

12 regras da Ann Seranne (que estão no livro "The Joy Of Breeding Your Own Show Dog").(trazido por Roberta Zeppelini para lista de criadores de DA no yahoo)
Uma vez que eu não sou uma geneticista, eu não pretendo dizer a você como reproduzir, mas, depois de 20 anos de criação e de apresentação de cães em exposições e me sentindo perto do pulsar do coração dos amantes da cinofilia, eu talvez tenha condições de ajudá-los a evitar alguns erros que são muito fáceis de se cometer.
1) Esteja preparado para começar de novo. Analise atentamente o seu plantel para reprodução. Examine-os parados livremente, movendo-se, e avalie suas melhores qualidades e defeitos. Vale mesmo a pena reproduzi-los? Caso não, seja corajoso e leve-os para casas que estão querendo um bom pet.
2) É melhor cruzar uma cadela que tem muita qualidade no conjunto mas uma falta grave do que tentar corrigir um monte de pequenos defeitos em uma cadela medíocre. Eliminá-los poderá tomar uma vida inteira e são enormes as chances de essa cadela não merecer ser acasalada. Uma falta grave que você pode ver é causada por um gene homozigoto e é muito mais fácil de eliminá-la do seu futuro plantel de criação.
3) Até você ter conseguido um número bom de excelentes ninhadas e ter considerável experiência na sua raça, não tente fazer cruzamentos fechados de mais. Use o line-breeding cruzando primos com primos, tio com sobrinha, bisneta com bisavô.
4) Nunca cruze dois cães apresentando o mesmo defeito ou dois cães que você saiba que carregam os mesmos genes que gerarão um defeito.
5) Não tente corrigir um exagero cruzando com o seu oposto. Cruze com um cão bem balanceado, bem estruturado e na proporção correta.
6) Evite o excesso de inbreeding e use o outcross somente quando for absolutamente necessário. Quando você for fazer um outcross, use um padreador que seja distante, mas que tenha alguma relação com o acasalamento, ou use um padreador que é fruto de um inbreeding ou de um linebreeding fechado. Um padreador que vem de um inbreeding ou de um linebreeding fechado provavelmente introduzirá menos defeitos do que um que vem de um cruzamento muito aberto.
7) Depois de fazer um outcross, selecione os melhores filhotes e cruze-os de volta com os pais ou avós. Até a segunda geração, você não saberá realmente quais faltas ou virtudes foram introduzidas no seu programa de reprodução pelo outcross. Metade dos descendentes deverá mostrar a qualidade que você quer introduzir na estrutura genética dos seus cães.
8) Cruze para corrigir um defeito ou para melhorar a qualidade de uma vez. E, se possível, procure pela seleção entre a sua própria família, mais do que recorrendo a um outcross. Lembre-se que toda vez que você faz um outcross você abre uma nova "caixinha de surpresas".
9) Se possível, desenvolva duas linhas de sangue complementares que possam ser cruzadas juntas. Uma terceira linha, conectada com as duas, seria a Utopia, o Ideal, mas impraticável para a maioria.
10) Mantenha um acompanhamento dos cães que você vendeu, visando voltar a um deles se for necessário.
11) Não corra para cruzar com o Vencedor Top do momento. Primeiro, investigue a qualidade do pai dele. Quase sempre é melhor cruzar com o padreador do Vencedor Top do que com o próprio Vencedor Top.
12) Coloque os seus objetivos lá em cima e não vacile. Quando as coisas ficarem duras e difíceis, lembre-se que a seleção Mendeliana é uma espécie de troca dos maus genes pelos bons genes. A próxima geração será melhor. Não desista tão rapidamente.

terça-feira, 16 de março de 2010

HUMMER X FERRARI

O Hummer tem pneus avantajados que os fazem ignorar pedras, escalar barrancos. A força de sua tração vem do conjunto motor-câmbio da GM: um V8 6.5 movido a gasolina, controlado eletronicamente, que gera 195 cv a 3.400 rpm. O torque impressiona: são 59 mkgf a apenas 1.800 rpm. Isso significa que o carro precisa de pouca aceleração para vencer obstáculos. Na estrada, o Hummer alcança 90 km/h a 2 mil rpm. A fábrica informa que ele chega a 134 km/h . Mas é no barro que o Hummer se sente bem.
Já a Ferrari F430 é uma máquina super esportiva de alto desempenho feita para correr e correr muito, Motor: V8 de 4.3 litros, Potência: 490 cavalos, é belíssima e a sua fama entre os super carros é das melhores.
Bem, qualquer um dos dois ficaria ótimo na minha garagem, rs. O fato é que embora sejam maravilhosos, têm funções e usos diferentes, não dá para querer que a Ferrarri tenha um bom desempenho no barro , bem com querer que o Hummer seja competitivo no asfalto.
O que carros têm a ver com cães? Muito, os cães ao longo do tempo foram sendo selecionados para desempenhar funções específicas, assim, é que os hounds tem orelhas caídas para diminuir a audição e privilegiar o faro, os cães de regate no frio tiveram valorizado a qualidade de seu pelo para lhe possibilitar uma resistência maior a ação da baixa temperatura.
Feita estas considerações, gostaria de discutir um pouco sobre a conformação do dogue alemão. Cão de muitas funções o dogue já acompanhou charretes de nobres, já caçou javalis, já guardou propriedades, e hoje é muito utilizado como companhia e guarda. Sendo assim o Apolo dos cães, foi sendo burilado ao longo do tempo para aglutinar algumas características, por exemplo, para proteger os cortejos, deveria ser destemido, de bom tamanho, no entanto não poderia ser demasiado pesado pois assim não teria condição de realizar grandes trajetos, também se fosse demasiado pesado não teria condição de perseguir um javali; não poderia ser descontrolado, pois a pele da caça tinha um alto valor, um cão que a dilacerasse não teria muita serventia. Hoje, o uso deste gigante na proteção de lares, tem feito da busca por um temperamento ainda mais equilibrado uma meta a ser perseguida pelos criadores, paralelo a isto é um consenso que cães demasiados grandes e pesados além de fugirem ao padrão, têm uma maior probabilidade de terem problemas de saúde óssea e cardíaca.
EQUILÍBRIO, esta é a palavra que define o dogue alemão, equilíbrio entre coragem e braveza, entre força e leveza, entre seriedade de expressão e beleza.

por Byron Barros

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O Sul e o Nordeste interligados

M. Bo e Rachel adquiridas pelo canil Ikan Bettah e M. Callas,Carlota e Máximo aduiridos pelo canil Tien Kuan, todos decendentes de Gallo v. Oxemberg, mostram com que seriedade a criação de dogues em Alagoas é conduzida. Paralelo a isto o nosso Pepe investe m outra magnífica vertente, trazendo do canil Wonderfull: Mr Black e Rigoletta. De São paulo o Canil Ikan Bettah trouxe seu reprodutor Thor of Dream Makers (melhor macho NO/NE (D.show 2007)) e Pepe trouxe do canil Paschoalik a lindíssima Brenda. Isto tudo só na variedade Arlequim /preto/mantado.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Alagoas um pólo de desenvolviento na crição do dogue alemão

Já a alguns anos, a criação de dogue alemães em Alagoas vem obtendo bons resultados em exposições, no entando nos últimos três anos, novos e talentosos criadores surgiram no cenário regional, os canis Sammur, Boxer's nest, Tien kuan, e Dogues do nordeste, além do já tradicional Ikan bettah, fizeram grandes investimentos tanto em estrutura, como na melhoria de seus planteis. Logo os frutos estarão surgindo.